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A força do Camões é, também, a força de uma comunidade

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  Foi uma longa conversa, como sempre informal,   sempre questionadora, com João Jaime, diretor do liceu Camões. Uma conversa que foi também um cruzar de histórias   (de que aqui damos breve síntese). Histórias da luta pela reconstrução do Camões. Histórias do próprio liceu Camões e de como se foi consolidando a “comunidade camoniana”. E, ainda, da construção da escola democrática e das evoluções e involuções da gestão escolar. Subjacente a todas estas histórias, a afirmação do primado da democracia, do envolvimento de todos. Uma aposta na cultura e liberdade, sempre presente e de forma profusa. No espírito de uma herança camoniana: “Mais o Camões inquieto, mais o Camões contestatário. O Camões que esteve sempre do outro lado”.   Isto é como Camões – as obras estão sempre inacabadas… A longa saga do processo de requalificação do Camões é, também, um exemplo de persistência e de envolvimento de muitos. “Em 2009, quando tomámos posse, vivia-se uma situação em...

“Uma escola onde se vão espertar engenhos curiosos”

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  Presente, passado e futuro estiveram presentes na celebração dos 115 anos da Escola Secundária Camões. Na voz do seu diretor, João Jaime Pires, que recebeu uma grande ovação em pé, do antigo aluno Júlio Isidro e da jovem ex-presidente da associação de estudantes, Frederica. Falou também Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.   “Cada pessoa é um mundo” “Diariamente circulam neste espaço 2000 pessoas de mais de 100 nacionalidades diferentes, em três novas portas abertas a espaços desportivos e culturais, dos quais toda a comunidade poderá continuar a usufruir. É, assim, um espaço em que se vive a diversidade, a inclusão, o espírito de que cada pessoa é um mundo , onde se entra e sai livre como o pensamento, uma escola onde se vão espertar engenhos curiosos ”, afirmou João Jaime Pires. Fazendo um breve historial da requalificação da escola, que contribuiu também para valorizar as suas ideias pedagógicas, e que “chegou a ter início previsto para agosto ...

Esperançar também é denunciar

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  “Não há utopia verdadeira fora da tensão entre a denúncia de um presente tornando-se cada vez mais intolerável e o anúncio de um futuro a ser criado, construído, política, estética e eticamente, por nós, mulheres e homens. A utopia implica essa denúncia e esse anúncio, mas não deixa esgotar-se a tensão entre ambos quando da produção do futuro antes anunciado e agora um novo presente. A nova experiência de sonho se instaura, na medida mesma em que a história não se imobiliza, não morre. Pelo contrário, continua.” –  PAULO FREIRE  [1992], Pedagogia da Esperança Quadro de Calvet Magalhães Vida errante - Esperança moribunda Sílvia Baptista Lá onde o dia escurece onde o rio estagna onde a lua não brilha Lá onde o nascituro não chora onde os velhos escasseiam onde o vento é mudo Lá onde os tempos vagueiam onde as sombras são pesadas onde as casas estão rasas   Ouviremos um rumor Sem a essência da vida Sem o clarão do saber ...

E se fosse eu? Educação multicultural é reconhecer e valorizar a diversidade

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  Um mergulho nas “questões que afetam migrantes e refugiados em todo o mundo e os desafios do acolhimento num novo país”. Este o desafio que reuniu, dia 18 de julho, docentes e investigadores, numa ação de formação online promovida pela FENPROF e dinamizada pelo CPR – Conselho Português para os Refugiados. O longo de 3 horas, foram diversos os temas abordados, desde as tendências globais e nacionais à desconstrução de mitos, a turma multicultural, a divulgação e partilha de recursos. Aqui nos centramos em alguns momentos da iniciativa, particularmente relevantes para os professores. No quadro de “A turma multicultural”, a sua dimensão mais teórica de par de sugestões muito práticas. E, ainda, a diversidade linguística e principais especificidades, as metodologias propostas para o aprendizado da língua (e da cultura) portuguesa. A divulgação e partilha de recursos do CPR, é outro item realçado. Na sua intervenção de abertura, José Costa, presidente do SPGL, reiterou o empenho...

Mãe coragem. Lutadora incansável

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Num momento em que se têm vindo a realizar manifestações pelo direito à habitação, relembramos uma história, significativa, retirada de  " Quinta do Mocho - Era uma vez um bairro de má fama... "   Uma das coisas que me prende ao bairro é que eu lutei para vir para este bairro. Lutei muito Dª Domingas (Domingas Santos) , atualmente reformada, é natural de São Tomé e Príncipe (nasceu em Príncipe, como faz questão de sublinhar) e vive em Portugal desde 1984. É mãe de 7 filhos e criou mais 7 enteados. Foi desde sempre um elemento ativo na Quinta do Mocho e uma das pessoas que muito lutou pela reinstalação no bairro atual. (…) Havia aquela união, aquela amizade No bairro velho, “a relação era muito boa. Havia uma união entre todos. Éramos amigos, dávamo-nos bem uns com os outros. Mesmo agora, que podemos viver melhor, mais descansados, há mais problemas de assaltos e assim, do que lá em baixo”. Essa relação era o esteio que permitia suportar o quotidiano num bairro onde ...

Muito além da miragem

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  Foto de Lígia Calapez Rimas e rumos Palavras com fumos À procura do fogo Origem do jogo Que faz da vida Um beco com saída   As folhas caem Num desencanto aparente Pois que se torna urgente No sonho fazer viagem Muito além da miragem De que o paraíso É tão somente isto: Esta cidade erguida Numa folha caída   Noémia Maria Simões

CPR lança Caderno de Alfabetização para Falantes de Outras Línguas

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  O   Caderno de Alfabetização para Falantes de Outras Línguas   sistematiza o trabalho desenvolvido no âmbito do ensino-aprendizagem da língua portuguesa na procura de metodologias, estratégias e recursos que respondam às necessidades educativas dos requerentes e beneficiários de proteção internacional que não dominam as competências de leitura e escrita ou porque não frequentaram a escola nos seus países de origem ou ainda porque foram escolarizados num outro alfabeto ou sistema de escrita. Este Caderno dirige-se a professores, formadores, outros técnicos e voluntários que lidem com necessidades semelhantes e se queiram inspirar na nossa prática letiva. Comporta 2 partes que se interligam: uma com 115 fichas de exercícios reproduzíveis e outra com a  Metodologia e Estratégias . O  Caderno de Atividades Socioculturais   espelha como se integrou uma forte componente sociocultural nas metodologias de ensino-aprendizagem dos cursos de PLE e de Alfabetização. ...