Esperançar também é denunciar
“Não há utopia verdadeira fora da tensão entre a denúncia de um presente tornando-se cada vez mais intolerável e o anúncio de um futuro a ser criado, construído, política, estética e eticamente, por nós, mulheres e homens. A utopia implica essa denúncia e esse anúncio, mas não deixa esgotar-se a tensão entre ambos quando da produção do futuro antes anunciado e agora um novo presente. A nova experiência de sonho se instaura, na medida mesma em que a história não se imobiliza, não morre. Pelo contrário, continua.” – PAULO FREIRE [1992], Pedagogia da Esperança Quadro de Calvet Magalhães Vida errante - Esperança moribunda Sílvia Baptista Lá onde o dia escurece onde o rio estagna onde a lua não brilha Lá onde o nascituro não chora onde os velhos escasseiam onde o vento é mudo Lá onde os tempos vagueiam onde as sombras são pesadas onde as casas estão rasas Ouviremos um rumor Sem a essência da vida Sem o clarão do saber ...