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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Pontes para a Paz, um projeto multifacetado que ensina a saber ouvir e a colaborar

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  Lígia Calapez |  Jornalista O projeto Pontes para a Paz foi o fulcro da nossa conversa com Cristina Costa, educadora social, técnica superior de educação social na EB1 Leão de Arroios. Uma escola, como muitas outras, repleta de trabalhos, de desenhos dos alunos, espalhados pelas paredes e no átrio de entrada. Parte deles fruto das atividades desenvolvidas no quadro deste projeto. Cristina Costa foi a primeira educadora social na escola e as pistas que lhe foram indicadas eram, antes do mais, a necessidade de resposta aos conflitos nos recreios, a gestão de comportamentos, na perspetiva de uma estratégia de prevenção. “Fiquei um mês a observar os alunos, a ver algumas aulas, a ver o comportamento deles no recreio, a caracterizar as situações que ia encontrando”, relata. E, depois, “com base nas informações que tive na altura, e respondendo à preocupação que já me tinha sido apresentada pelo coordenador da escola, decidi criar este projeto”. O plano elaborado por Crist...

“O ato educativo é um ato de paz”

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  Sofia Vilarigues |  Jornalista Falámos com Anabela Laranjeira e Susana Matos, autoras do livro “E as pombas? O que têm a ver com os cravos?”. Um livro que se pretende também enquanto projeto educativo. Anabela, autora do texto, é professora do 1º ciclo e dirigente sindical do SPGL, e Susana é ilustradora, trabalha também com conteúdos gráficos e redes sociais e já foi professora de Educação Visual e Tecnológica e professora do 1º ciclo. Começámos por querer saber como surgiu esta ideia. “A ideia veio por proposta do CPPC, do Conselho Português para a Paz e Cooperação, num projeto que tem com os Municípios pela Paz. Foi-nos proposto criar uma história que tivesse o tema da paz. E a ideia do livro é precisamente contar uma história e pôr as crianças a debater”, diz-nos Anabela. “A Anabela pegou primeiro, com o texto e, depois, a partir do texto eu fiz as ilustrações. Mas a ideia, a história, a narrativa, partiu tudo da Anabela”, afirma Susana. “A ilustração de um texto...

Educar para a Paz em tempo de guerra

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  De um breve historial à educação como ato de resistência e ao questionamento dos caminhos para a paz Lígia Calapez |  Jornalista Três abordagens distintas confluíram para um mesmo tema, “Educar para a Paz em tempo de guerra”, 5º debate promovido pela FENPROF no quadro do Ciclo de debates de 2025, realizado a 26 de março.  "A cultura da Paz e a importância da Educação para a Paz" , um breve historial do movimento pela paz em Portugal, por Armando Farias, do CPPC.  "Guerra e Paz" , uma intervenção de João Jaime, da Escola Secundária de Camões onde integrou órgãos de direção e foi diretor, numa perspetiva do papel da escola.  "Pela Paz... mas que Paz?" , um questionamento sobre os fundamentos e condições da própria paz, por Mariana Avelãs, mestre em literatura Irlandesa e professora. Numa intervenção de abertura,  José Costa , secretário-geral adjunto da FENPROF e presidente do SPGL, sintetizou, de algum modo, o atual panorama internacional. Sublinhan...

Abrir horizontes

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  Sofia Vilarigues |  Jornalista Fomos falar com o professor José Passos, coordenador do projeto Escola Azul, do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro, em Oeiras. Deu-nos a conhecer este projeto que aposta na literacia dos oceanos e na transformação pessoal dos envolvidos. “Notámos que havia muitos alunos que não conheciam o mar. Os alunos vivem muito no bairro, vão até ao Oeiras Parque e pouco mais. E nós temos a ideia que estes miúdos precisam é de sair e de conhecer coisas novas, de ter referências. Então, abraçámos o projeto Escola Azul, de forma a promover a literacia dos oceanos, e no fundo, a importância do mar, da água, da sustentabilidade”, introduziu José Passos. A importância do fazer As atividades do projeto passam muito por atividades práticas. “Os alunos do 6º ano, todos eles, fazem um batismo de vela. Os do 5º ano, as turmas todas, fazem um batismo de canoagem. Do terceiro ciclo e do secundário, não todas as turmas, mas tentamos abranger o maior número de turm...

Irene Lisboa, um pensamento pedagógico inovador

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  Lígia Calapez e Sofia Vilarigues | jornalistas O pensamento pedagógico de Irene Lisboa e as caraterísticas ímpares da sua escrita foram o tema da ação de formação de curta duração “O carácter inovador do pensamento pedagógico de Irene Lisboa”, do Centro de Formação do SPGL, integrada no ciclo de debates Direitos Humanos e Educação. A iniciativa teve lugar no passado dia 9 de dezembro, online, com Jorge da Cunha e Paula Morão, moderada por Artur Baptista. Entre a obra literária e a experiência pedagógica “… elas vinham cá para fora com as crianças, que era uma coisa que ainda não se fazia na época (…) E passaram o verão inteiro a fazer materiais didáticos (…) Naquela época, elas faziam, em feltro e cartolina, preparavam os seus materiais, coisas muito bonitas. E depois usavam esses materiais (…) E mandaram fazer também, pela primeira vez em Portugal, as mobílias que hoje são banais - as mobílias pequeninas, as cadeiras e as mesas. Foram elas que introduziram isso na escola em Port...

Que papel temos nós, que podemos fazer nas escolas?

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  Lígia Calapez |  Jornalista O paradigma que estamos a viver é o do ódio, da agressividade. Como é que alteramos este paradigma? Esta uma das questões colocadas no debate que envolveu os professores presentes na conversa que teve lugar em 9 de janeiro, na sede do SPGL, sobre “Em contexto de guerras, os direitos humanos e o acesso à educação”. Com intervenções de Manuela Mendonça, presidente do Conselho Nacional da FENPROF, António Avelãs, dirigente sindical do SPGL e Isabel Camarinha, do CPPC. Intervenções e debate em que se tentou apontar as respostas possíveis, sublinhando que a luta pela paz, e a ideia de que a paz é possível e necessária, é uma coisa que nós não podemos perder. Fazendo cada um a sua parte, travando desenvolvimentos e organizando respostas. O papel dos professores e dos sindicatos Os números são avassaladores. “400 milhões de crianças vivem em zonas de conflito ou fogem delas, isto é, cerca de uma em cada 5 crianças em todo o mundo. Entre 2005 e 2022, regi...