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“Filmar o Outro, O Gesto Documental”

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  Realizou-se em Portugal, pela primeira vez, o encontro internacional final do programa “O Cinema, Cem Anos de Juventude”.   O encontro reuniu, na Cinemateca, entre 3 e 7 de junho, alunos dos ensinos básico e secundário de 50 escolas de 14 países de todo o mundo. Onze escolas portuguesas participaram, através do trabalho desenvolvido com a Associação Os Filhos de Lumière. Nesta edição, o tema aglutinador das obras apresentadas foi “Filmar o Outro – O Gesto Documental”. Pela primeira vez a questão trabalhada foi a realização de um documentário. Este programa educativo, desenvolvido desde 1995 por Alain Bergala e Nathalie Bourgeois, cruza uma metodologia prática (em que os alunos são convidados a realizar um filme) com a análise teórica de excertos fílmicos. No início dos trabalhos, Teresa Garcia, em nome de Os Filhos de Lumière, realçou que “este programa é essencial para um verdadeiro encontro com o cinema, no que ele pode representar no crescimento e na transformação de ca...

É uma coisa que os faz crescer. Porque os faz olhar para o mundo

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Na sequência do Encontro Internacional de O Cinema, Cem Anos de Juventude , tivemos uma longa e animada conversa com Teresa Garcia, de Os Filhos de Lumière, na sede da associação. Aqui fica um pouco do muito que foi dito. Da importância de que se reveste este projeto, destacamos duas afirmações - que confluem e falam por si - da nossa entrevistada. “É uma experiência de vida. Porque também é uma maneira de olhar para os outros e de tentar criar uma relação com o mundo de cada pessoa. (…) É uma coisa que os faz crescer. Porque os faz olhar para o mundo. Porque os faz pensar nos outros. Porque faz perceber também a questão da alteridade. Entre eles e os outros. E o coletivo. Eu acho que é uma das coisas mais incríveis.”   Qual a importância da realização, pela primeira vez em Portugal, do encontro de final de ano de O Cinema, Cem Anos de Juventude? Todos os anos, nós participamos neste encontro final. Só que não podemos levar todos os participantes, porque é impossível. Est...

Cantar Mais Liberdade - Um projeto de criação coletiva

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  Cerca de 85 crianças, de três agrupamentos de escolas da grande Lisboa, estiveram em palco, dia 26 de maio, no Fórum Lisboa, num grande concerto em que cantaram canções de Abril. As que foram agora por elas criadas, em conjunto, e as que já se tornaram símbolos dos ideais da revolução. Esta a forma como a Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM) – através do projeto Cantar Mais Liberdade  - quis assinalar e contribuir para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. O projeto - concebido pela APEM, com a curadoria do músico Vitorino Salomé – teve como objetivo “aliar a História da Democracia em Portugal às canções, aos processos de criação musical e às práticas artísticas em ambiente educativo”. Nas suas várias etapas, três turmas do 2º ciclo do ensino básico, dos Agrupamentos de Escolas de Gil Vicente (Lisboa), da Boa-Água (Quinta do Conde, Sesimbra) e de Agualva Mira Sintra (Sintra), trabalharam com os seus professores de música e os cantautores das respetiva...

Conversas Saudáveis - Os Menores e a Saúde, uma Responsabilidade Partilhada

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  A Associação de Saúde e Solidariedade da Diáspora Cabo-verdiana ( ASSD-CV ), sediada em Almada, criou, no início deste ano,   o projeto “Conversas Saudáveis” , direcionado para a investigação e formação na área da saúde. Com a preocupação de fazer pontes entre o processo da imigração e o processo da saúde. “Todas as conversas têm dado novas pistas”, foi sublinhado logo no início do encontro em que tivemos a oportunidade de estar presentes – “Os menores e a saúde, uma responsabilidade partilhada” , que teve lugar a 29 de junho (o mês em que se comemora o Dia da Criança, como foi referido), na sede da associação. Com moderação de Ariela Delgado (ASSD-CV), foram sucessivamente abordados temas como “ A criança e a saúde, acesso, direitos e deveres em Portugal” (Augusta Trindade, Assistente Técnica USF Amora Saudável), “Exercício da parentalidade ou proteção da privacidade do menor?” (Ginga Antão, Assistente Social - CPCJ Lisboa), “Tutores nas consultas… Sim, não ou nem sem...

Estamos cá. Lutamos. Aprendizes e frutos destes 50 anos de partilha

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  “ É preciso falhar, para depois acertar . Nestes 50 anos, falhou-se e acertou-se. Não é só sombra e luz, como nesta peça, Da Noite para o Dia . Há insatisfações e concretizações. E todas têm um lugar. Mas é preciso ter voz. É preciso ter liberdade e uma vida com cor. 50 anos que sabem a insatisfação. Cinco décadas que nos dizem que são precisas muitas mais. Estamos cá. Lutamos. Por nós e pelas pessoas que ouvimos. Estamos cá. Vivos. Aprendizes e frutos destes 50 anos de partilha.” Texto publicado no Escola Informação 308, maio-junho 2024

Formar cidadãos que possam tomar conta do nosso planeta

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  “ O grande objetivo de todos estes projetos é trabalhar em prol dos alunos, com vista a formar cidadãos conscientes, intervenientes, capazes de, no futuro, tomar conta do nosso planeta . E temos esperança de que isso aconteça” . Palavras de Élia Martins, coordenadora do projeto Escola Azul na Escola Básica e Secundária Anselmo Andrade, em Almada. Mas que refletem uma ideia partilhada por Isabel Marques, coordenadora do Plano Anual de Atividades, e Teresa Cardoso, coordenadora do programa Eco-Escolas. Texto publicado no Escola Informação digital 42, março-abril 2024  

Vamos viajar, mas com alma

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  Viagens com Alma é o nome de um projeto da Escola Secundária Professor José Augusto Lucas-ESPJAL, de que os mais antigos registos datam de 2016. Um novo nome, que dá sequência a outros projetos anteriores. Texto publicado no Escola Informação 307, janeiro-fevereiro 2024